segunda-feira, 25 de junho de 2012
Pensamentando
5 teorias que o vão deixar feliz
em Top 5 por Sofia Pires Lopes em 11 de jun de 2012 às 23:42
Nem todas as teorias são conspiratórias – há algumas que podem ajudar-nos a ver a vida de outra forma. Não acredita? Conheça 5 teorias que vão convencê-lo de que até as mais pequenas coisas o podem deixar feliz: mexericos, quedas aparatosas, universos paralelos, gatos e até plataformas vibratórias. Qual delas é a sua preferida?
Vá lá, conte uma cusquice!
Quando coscuvilhamos há uma parte de nós que nos diz para irmos em frente e partilhar o conhecimento; outra que se auto-repreende e pergunta como fomos capazes de nos intrometer na vida alheia. Mas e se lhe dissermos que a bisbilhotice tem benefícios sociais e psicológicos comprovados? Nesta teoria, os mexericos são vistos como benfeitores sociais, já que os comportamentos menos próprios serão veiculados em forma de cusquice, fazendo com que os protagonistas reflitam acerca das acções criticadas e se retratem, evitando a exclusão social.
Claro está que a teoria só trata de um certo tipo de mexericos (não entram aqui as coscuvilhices acerca das horas a que a sua vizinha do lado chegou ontem à noite). Por outro lado, diz-se que o acto de partilhar informação sobre terceiros alivia o stress de quem conta. Partilhar uma situação injusta ao seu melhor amigo ou mesmo uma má experiência num fórum online é uma excelente forma de ser ouvido e até de ser ajudado por quem o lê.
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Schadenfreude. Quer que repita?
Se disser Benny Hill, de que se lembra? Pessoas a cair, trambolhões fenomenais e outras cenas de humor físico, espero. Talvez até se lembre de uma queda de alguém próximo que também o fez soltar uma risada. Se se censura por isso, há boas notícias – o riso provocado por uma dessas situações é natural e não deve ser reprimido. É um mecanismo de auto-afirmação, uma forma instantânea de aumentar o ego de quem ri (infelizmente, não o de quem cai). Mas atenção: quem ri mais é quem tem a confiança mais em baixo. Dependendo da situação, pode até mostrar que a pessoa se sente inferior, que cobiça algo ou que se sente ameaçada. A teoria do Schadenfreude está a ser estudada pela Universidade de Nijmegen, na Holanda, e pretende entender este comportamento e de que forma poderemos tornar-nos mais confiantes.
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Teoria dos Muitos Mundos. Muitos? Muitos.
Mais uma vez, perdeu-se no caminho para um evento, com a "preciosa" ajuda do seu GPS. No próximo entroncamento vira à direita ou à esquerda? Se virar à esquerda, não se preocupe – a Teoria dos Muitos Mundos afirma que, num outro mundo, virou à direita. O que quer dizer que, pelo menos num dos mundos, terá acertado no caminho correcto. A teoria, formulada por Hugh Everett, explica que estas decisões causam uma quebra no universo, que se desdobra sempre que temos pela frente uma decisão. Por outras palavras: quer tome a decisão de virar à direita, à esquerda, ou de não virar e esperar que o venham buscar, há um universo em que optou por cada uma dessas escolhas. Um outro exemplo: se já esteve em perigo de vida, imagine que, noutro universo, o final não foi o “e foram felizes para sempre”. A coisa complica mais ainda quando souber que, só de pensar em fazer algo, faz com que esse pensamento se concretize num universo paralelo – o que dá uma certa piada a esta teoria. Uma experiência chamada de "suicídio quântico", efectuada nos anos ’90, veio afirmar que esta teoria é possível, o que chamou a atenção de físicos e matemáticos que a estudam com afinco.
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Podemos estar a viver no passado
Convenhamos que esta teoria ainda é mais estranha que a anterior: o que conhecemos como presente é, na verdade, um passado muito recente. São 80 milésimos de segundo de diferença. Não parece quase nada, mas neurocientistas dizem que é tempo de sobra para mudar a nossa perspectiva entre causa e efeito. Numa das experiências efectuadas, pediu-se a voluntários que carregassem num botão que faria uma luz acender com um pequeno atraso. Depois de carregarem algumas vezes, os voluntários começaram a ver a luz mal carregavam no botão. De seguida, retirou-se o atraso e os voluntários passaram a ver a luz antes ainda de carregarem no botão, ou seja, viam primeiro a consequência e a acção de seguida: o cérebro reconstruiu os eventos. Uma ajuda preciosa em meros milissegundos! As maravilhas que o nosso cérebro consegue fazer sozinho...
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Ha ha ha, há uma teoria do riso!
Os motivos pelos quais rimos têm sido pensados há séculos. Imagine-se que, para Platão, filósofo grego, rir era uma manifestação de arrogância. Já Demócrito, também filósofo grego e contemporâneo de Sócrates, ficou conhecido como “o filósofo que ri”, embora risse sobretudo devido à estupidez humana. Na verdade, a Teoria do Alívio (de Freud) diz-nos que o riso é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo. Nunca se riu após uma situação de stress ou mesmo sem razão aparente? É natural – esse riso ajuda o organismo a libertar a tensão acumulada. Como rir é mesmo o melhor remédio, há melhorias significativas no nosso corpo: as artérias dilatam, o que faz com que a pressão arterial baixe; as contraccções dos músculos abdominais aumentam o fluxo sanguíneo nos orgãos; liberta endorfinas, que reduzem a sensibilidade à dor e melhoram o humor de quem ri. E os benefícios não se ficam por aqui. Perguntem aos gatos que, se falassem, iam dizer maravilhas do seu ronronar e das plataformas vibratórias tão em voga hoje em dia.
Está cientificamente provado que as frequências do ronronar dos gatos (entre 25 e 150 Hertz) podem melhorar a densidade óssea e promover a regeneração dos orgãos – é uma espécie de "riso felino". Este facto foi utilizado pela NASA que patrocinou o primeiro aparelho vibratório que ajuda os astronautas no fortalecimento ósseo, durante as viagens aos espaço e aquando da sua chegada a terra firme. Os felinos podem não ser os melhores amigos do homem, mas para lá caminham.
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Afinal há teorias que conspiram a nosso favor. Seja audaz e partilhe estas!
sofialopes
Artigo da autoria de Sofia Pires Lopes.
Se tivesse um cêntimo por cada ideia, como levaria todas as moedas para o banco? Com sorte, algumas serão boas e é a essas que peço boleia.
Saiba como fazer parte da obvious.
Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/a_boleia_da_ideia/2012/06/5-teorias-que-o-vao-deixar-feliz.html#ixzz1xcljbU1Q
terça-feira, 12 de junho de 2012
Che
Nosso Comandante Che Guevara, romântico - Mi única en el mundo.
Posted: 12 Jun 2012 11:50 AM PDT
Mi única en el mundo
A hurtadillas extraje de la alacena de Hickmet este solo verso
enamorado, para dejarte la exacta dimensión de mi cariño.
No obstante,
en el laberinto más hondo del caracol taciturno
se unen y repelen los polos de mi espíritu:
tú y todos.
Los Todos me exigen la entrega total,
¡que mi sola sombra oscurezca el camino!
Mas, sin burlar las normas del amor sublimado,
le guardo escondida en mi alforja de viaje.
(Te llevo en mi alforja de viajero insaciable
como al pan nuestro de todos los días)
Salgo a edificar las primaveras de sangre y argamasa
y dejo, en el hueco de mi ausencia,
este beso sin domicilio conocido.
Pero no me anunciaron la plaza reservada
en el desfile triunfal de la victoria
y el sendero que conduce a mi camino
está nimbado de sombras agoreras.
Si me destinan al oscuro sitial de los cimientos,
guárdalo en el archivo nebuloso del recuerdo;
úsalo en noches de lágrimas y sueños...
Adiós, mi única,
no tiembles ante el hambre de los lobos
ni en el frío estepario de la ausencia;
del lado del corazón te llevo
y juntos seguiremos hasta que la ruta se esfume...
(Poema de despedida escrito por el Che a su esposa Aleida, antes de su partida rumbo a Bolivia en 1966)
Maiakóvski
Maiakóvski, para os enamorados.
Posted: 12 Jun 2012 11:51 AM PDT
BLUSA FÁTUA
Costurarei calças pretas
com o veludo da minha garganta
e uma blusa amarela com três metros de poente.
pela Niévski do mundo, como criança grande,
andarei, donjuan, com ar de dândi.
Que a terra gema em sua mole indolência:
"Não viole o verde das minhas primaveras!"
Mostrando os dentes, rirei ao sol com insolência:
"No asfalto liso hei de rolar as rimas veras!"
Não sei se é porque o céu é azul celeste
e a terra, amante, me estende as mãos ardentes
que eu faço versos alegres como marionetes
e afiados e precisos como palitar dentes!
Mulheres, vós que amais minha carcaça gigante, e esta donzela que me olha com amor de gêmea, cubram-me de sorrisos, que eu, poeta,com flores os bordarei na blusa cor de gema!
(tradução:Augusto de Campos)
I. Lessa
IVAN LESSA (1935-2012)
A volta de Ivan, o temível
Por Norma Couri em 12/06/2012 na edição 698
Entrevista realizada em Cascais (Portugal) e publicada no Jornal do Brasil em 26/9/1992. Ivan só voltou ao Brasil anos depois, por um mês. O romance Os Astros, Distraída continua inédito. Millôr Fernandes e José Lewgoy já morreram, e o movimento feminista completa 34 anos.
Depois de 14 anos em Londres, ameaça voltar ao Brasil aquele que já foi considerado o mais debochado dos cronistas brasileiros, Edélsio Tavares, ou melhor, Ivan Lessa. Para lançar um livro, seu primeiro romance.
O presente de Ivan Lessa é Londres, onde mora há 14 anos, mas o passado carioca volta em ondas trazendo anúncio de bonde e o hidrolitol, o mercadinho da esquina da Siqueira Campos, onde ele comprava cigarros Sir, o café Simpatia, o bar Gardênia, à esquerda do Jangadeiros de saudosa memória. Entre uma coisa e outra ele cantarola um samba-canção, enfia uma frase retirada dos seus tempos de dublagem de enlatados como Dr. Kildare ou Ben Casey.
Os amigos se espantam com a utilidade da sua “cultura inútil”: lembra o nome do figurante de Quo Vadis, o extra de Ben Hur, as bandas de jazz. Sabe tudo. Fez de tudo: foi ator juvenil, baixo de conjunto vocal, “halfesquerdo vigoroso” do Botafogo. Tira sarro de tudo. “Me pego rindo sozinho até num quarto escuro: deboche é atitude de vida, não gracinha de bar”
Por treze anos recheou de humor e inteligência a coluna “Gip gip nheco nheco”, a seção de cartas, as novelas e as crônicas e Edélsio Tavares no tabloide com mais personalidade no Brasil, O Pasquim. Há seis anos, reunião 15 crônicas em Garotos da Fuzarcae vendeu oito mil livros. Tem 57 anos, é carioca nascido em São Paulo, trabalha no Serviço Brasileiro da BBC, em Londres, fazendo crítica de cinema, teatro, música, literatura e dando aulas de inglês.
Agora, ele se prepara para voltar ao Brasil, pela primeira vez desde que saiu em 1978. Vai lançar pela Companhia das Letras um romance com título roubado de Orestes Barbosa, Os Astros, Distraída. Esta entrevista foi feita numa de suas vindas a Cascais, onde dois meses por ano é vizinho da ex-miss Brasil, Adalgisa Colombo, no prédio em que Grace Kelly morou.
Quando você chegar ao Brasil o Collor vai estar lá?
Ivan Lessa – O Collor tem 43 anos, bota mais 15, ele escreve o livro Meu Impeachmente entra pra Academia Brasileira de Letras. Esse menino nasceu pra Academia., Isso, quando Ivo Pitanguy for presidente.
Seu pai ( Orígenes Lessa) não foi da ABL?
I.L. – Foi, Eu costumava dizer: “Meu pai foi levado para a Academia pelos maus amigos”. Como a gente fala de um filho que começou a fumar. Ele mesmo dizia que a Academia era pior do que eu podia imaginar. Eu não ia cobrar, uma das piores coisas do Brasil e a cobrança. Aliás, o Cacá Diegues se redimiu de todos aqueles filminhos tão fraquinhos cunhando a expressão “patrulha ideológica”. A Academia tem um papo tão bom que todo mundo acaba lá. Um bom tutu, se me cantarem agora no Barsil eu entro nessa.
Quatorze anos depois, você tem medo de não encontrar o que imagina?
I.L. – Quando saí, em 78, o que eu gostava já não estava lá. Pátria é uma abstração, minha pátria são seis quarteirões, seis amigos. Cada vez que encontro algum por aí, descubro que morreu alguém ou um bar. Quando saem publicadas fotos de passeatas por aqui, fico procurando, ué, aquele prédio sumiu? Outro dia descobri um esgoto em frente à Xavier da Silveira, onde a bola vivia caindo quando eu jogava pelada em 44. Os esgotos ficaram.
Não foram só os esgotos.
I.L. – Não, a mortandade dos peixes na lagoa [Rodrigo de Freitas] me dá saudade, aqueles edifícios com nomes franceses e o cheiro que é o mistério do Rio
Elsie Lessa, sua mãe, diz que você não volta por medo de não sair mais.
I.L. – Na minha época as mocinhas que faziam análise diriam que eu “assumi” a condição de estrangeiro. O Brasil hoje pode ser mais estranho para mim do que o Sri Lanka. Todo mundo é estrangeiro. E pode parar por aí que estou ficando sério. Sou capaz de chegar e dizer “mim não falar português” quando encontrar Jaguar, Ziraldo, Millôr, Sergio Cabral, Paulo Garcez, José Lewgoy.
As pessoas dizem que você fica mais brasileiro a cada ano que passa.
I.L. – Bobagem. Teve um sujeito que foi para a frente da ONU queimar o passaporte e estava certo. Somos cidadãos do mundo. Está caindo tudo, as fronteiras, até o duty free – que os brasileiro chamam, pitorescamente, de free shop como se houvesse alguma coisa grátis nesse mundo além de estampa de sabonete Eucalol.
Faz de conta: se você voltasse trabalharia em quê?
I.L. – O que desse mais dinheiro com o menor vexame possível. Quem já fez publicidade de 54 a 68 como eu – nada mais sórdido – faz qualquer coisa. Mas se voltar, baixa minha cotação no mercado brasileiro.
E faria o que no dia a dia?
I.L. – Parece samba de Antonio Maria na voz de Dolores Duran, dois que já se foram: “nunca mais vou fazer/ o que o meu coração pedir/ faz de conta que eu não saí...”Eu faria o que já fazia até 78: viver em estado permanente de importação. De discos, livros, filmes. O que chega mais depressa no Brasilo é Arma Mortífera 3, Allien 3... Livro demora.
De que você sente mais falta?
I.L. – De tudo o que não está lá. E também do que está. O mar está lá, mas acho que deram um jeitinho de piorar. Quem tomou banho na Copacabana dos anos 40 não entra em nenhum outro mar no mundo.
Se você gostava tanto, por que saiu?
I.L. – Eu sempre saí. Minha primeira escola foi nos Estados Unidos. Eu tinha seis anos e meus pais foram trabalhar lá um ano. Depois saí de novo em 56 para passar uns meses em Paris, voltei; em 68 fui trabalhar na BBC em Londres. Saía mais “a procura de” do que “fugindo de”. Chorei o AI-5 na casa de Niomar Moniz Sodré em Paris, levado pelo Mário Pedrosa que encontrei num café, foi ele que me contou. Cometi a imprudência de voltar em 72, só um louco pra voltar no governo Médici. Aguentei até 78. Já estava gamado por Londres. Tem livrarias, silêncio, ausência de ruídos. Posso passear anônimo e viver recolhido feito bicho no meu canto.
Quer dizer, você saiu nos anos mais pesados do Brasil.
I.L. – No que estão chamando de Anos Rebeldes. Como se alguém pudesse acordar, escovar os dentes, pegar o lotação na esquina e dizer “meu bem, estou vivendo meus anos dourados”. Ou colocar máscara para assaltar um banco e dizer “hoje estou curtindo minha fase de anos rebeldes”. Ninguém vive um dia de anos dourados, como ninguém passa “um mau quarto de hora”, tem “um dia insone”, ou chega em casa e diz “tive um dia miserável, meu bem, cadê a janta?” Tenho pena dessa juventude que fica com a cara enfiada na televisão. Já estão dizendo que só fizeram passeata contra o Collor por causa da minissérie [Anos Dourados]. Essas coisas me chateiam no Brasil.
Mas você aproveitava todas essas coisas para debochar no Pasquim.
I.L. – Ah!, debochava. Das feministas que estão 24 anos mais velhas, da ecologia, do passarinho, dos acadêmicos, levantou a cabeça tomou pedra, principalmente se for político – é a única atitude decente que um homem pode ter diante da política. Como a gente também tinha outras preocupações do tipo “quem faturou a vedete Elvira Pagã?” O Pasquimvivia sendo apreendido. Já tinha trabalhado quatro anos na TV Globo – demitido por incompetência –, na Senhor– demitido pelo meu amigo Paulo Francis – e em Londres para a Status,onde escrevi até ver Jorge Luis Borges ser vilipendiado numa tradução do Pepe Escobar. Mulher pelada, tudo bem, traição ao Borges, não. A minha era mesmo O Pasquim.
Vamos pegar o Brasil hoje.
I.L. – Cuidado para não queimar as mãos.
Você gosta da literatura e da música de hoje em dia no Brasil?
I.L. – Tento entender. Literatura é um pouco melhor, e não quero cair no lugar comum de achar que “escritor mesmo é o Machado”. Escritor mesmo é o Machado mas isso não quer dizer que o Moacyr Scliar não seja muito bom. Mas música? Marisa Monte? Isso é coisa nova? No meu tempo tinha uma Marisa Monte em cada inferninho no Beco das Garrafas que de repente chegava junto ao piano, cantava dois samba-canções, boleros, fox. Nossos “anos dourados “ já se foram. Já picamos.
Seu romance pode provocar o “pico” outra vez.
I.L. – Se eu confiasse no bicho. Mas sofro da síndrome do Harold Brodskey, um americano que levou 30 anos para publicar o primeiro livro, e quando saiu no ano passado [1991] foi um desastre. Seria melhor ele continuar a enganar mais 30 anos. O livro está atravessado na minha garganta.
Como é o romance?
I.L. – Se for romance de mistério, já estou dizendo que o assassino é o mordomo: é passado no ano de 1949, estamos com Dutra, um ano antes da televisão e do campeonato do Maracanã com o gol de Gighia. O personagem central é meu alter ego no Pasquim, Edélsio Tavares, uma quatrentão free-lancer que escreve um livrinho canalha e vive de rádio, TV, revista, leva vida dura. Em 49 eu tinha 14 anos. Tenho uma ideia de como era o cheiro da rua, onde teve feira, o jeitão do bonde, o número de carros da Rio Branco, a sombra quando o sol bate na árvore e o padrão que faz na calçada, onde a garotada joga futebol, “olha o carro, tira a bola”.
Estão dizendo que vai ser o grande romance brasileiro. E cobrando.
I.L. – É melhor parar: recebi um adiantamento do Luis Schwarcz de US$ 3.500 em 1987. Ele pode colocar uma CPI em cima de mim e descobrir que transformei em barra de ouro, apliquei no Uruguai e com a minha preguiça crônica e fôlego curto, não termino o livro nem volto mais ao Brasil.
***
Inédito
[Trecho de Os Astros, Distraída]
“Bota o velho no sol
“O general Porciúncula na cadeira da sala ao lado do portão da vila, chinelos, calça de brim, paletó de pijama com grossas listras azuis, o próprio torcedor do Canto do Rio, jornal no colo. A praça em frente, o grupo escolar numa esquina, na outra o botequim do Waldomiro. Um sol quentinho na careca, dois dedinhos brincando com um botão da braguilha. Sandália de empregada, pléquite, pláquite, dia de feira. Cenoura, tomates. Nápoles, o Primeiro Escalão e o Quinto Exército norte-americano. Os protestantes do mundo inteiro condenam o comunismo. Famoso pastor Mars Boegner faz declaração à imprensa. Um botãozinho aberto. Três moleques correndo atrás da bola de meia. Unzinho, general? Continência. Filho da costureira, casa dois. Toma lá uma prata de dois mil-réis e uma moeda novinha de cinquenta centavos. Vada, o vale do Pó, Masarola, monte Comunale. Banana, quiano, beringela. Batata da perna da empregada. Ai, mais um botãozinho. Sr. Milton Campos considera que Minas não deve lançar candidato. Taqui, general. Nova continência. Samba-em-Berlim na garrafa de Coca-Cola. Vizinhos e netos às favas. Dá o pira, guri. A bola de meia chutada com o dedão amarelo da unha encravada, ui. Lá vai o Gringo pela direita abrindo na ponta para Esquerdinha. Pera, uva, maçã. Joelho de empregada. Ai, outro botãozinho aberto.”
***
[Norma Couri é jornalista]
(Observatório da Imprensa)
Marx e o Dia dos Namorados
Neste "Dia dos Namorados", a história de amor de Karl Marx e Jenny!!!
]
Marx enamorado
Por Carlos Pompe*
Karl Marx, o pensador alemão que, juntamente com Friedrich Engels, lançou as bases da teoria científica do socialismo, casou-se, aos 25 anos, com Jenny, uma conhecida desde os tempos de adolescente, com quem viveu até a morte da esposa, em 1881. Além de sua produção teórica, ele registrou também na escrita os seus sentimentos pela mulher com quem escolheu viver.
Em 1836, com 18 anos, Karl encheu três cadernos com poemas, que enviou, no Natal, para Jenny – o Livro dos cantos e o Livro do amor, este último dedicado à “minha querida, eternamente amada Jenny von Westphalen” – cujo nome inteiro era Johanna Bertha Julie Jenny von Westphalen. Os cadernos foram considerados por Franz Mehring, amigo e um dos primeiros biógrafos de Marx, "totalmente amorfos em todo o sentido do termo.
A técnica do verso é totalmente primitiva ... São nada além que sons românticos da harpa: o canto dos elfos, o canto dos gnomos, o canto das sereias, as canções às estrelas, o canto do tocador de sinos, o último canto do poeta, a donzela pálida, o ciclo das baladas de Albuino e Rosamunda". O britânico Isaiah Berlin, numa biografia de Marx escrita no início do século passado, considerou “maus versos” os dos cadernos. Já o venezuelano Ludovico Silva, autor de “O estilo literário de Marx”, considera esses poemas juvenis “comovedoramente ruins”.
O próprio autor considerou o conteúdo dos cadernos, posteriormente, “de acordo com minha atitude e todo o meu desenvolvimento anterior, puramente idealista. Meu céu e minha artese tornaram um Além tão distante como meu amor” (à época, Karl estudava em Bonn e Jenny vivia em Trier). “Todo o real começava a se dissolver e a perder seus contornos. Eu atacavao presente, o sentimento era expresso sem moderação ou forma, nada era natural, tudo era feito de lutar; eu acreditava numa oposição completa entre o que é e o que deveria ser, e reflexões retóricas ocupavam o lugar dos pensamentos poéticos, embora talvez houvesse também um certo ardor de emoção e desejo de exuberância. Estas são as características de todos os poemas dos três primeiros volumes que Jenny recebeu de mim”. Num desses poemas, registra que, impulsionado pelo seu sentimento por Jenny
“com desdém jogarei minha luva
bem na cara do mundo, e verei o colapso deste gigante pigmeu
cuja queda não sufocará meu ardor.
Então errarei divino e vitorioso
pelas ruínas do mundo
e, dando uma força ativa às minhas palavras,
me sentirei igual ao criador.”
Depois de casados, Marx enviou várias cartas a Jenny, quando estavam separados por ocasião de alguma viagem de um dos dois, reafirmando seus sentimentos pela esposa. Numa carta de 21 de junho de 1856, chama-a de “Amadinha do meu coração” e escreve: “Beijo-te dos pés à cabeça, caio de joelhos diante de ti” e ainda arremata dizendo que a ama “mais do que o mouro de Veneza” (Otelo, de Shakespeare) “jamais amou”.
Como alertou Marx nO 18 Brumário de Luís Bonaparte, é necessário diferenciar “o que um homem pensa e diz de si mesmo do que ele realmente é e faz”. Não por acaso, a um questionário das filhas, ele respondeu que seu lema favorito era De omnibus dubitandum (Dúvida de tudo). Derramamentos sentimentais de poemas e cartas à parte, em 1851 Karl engravidou a criada da família, Helene Demuth. Engels, em socorro ao amigo, assumiu a paternidade da criança, Frederic Demuth.
O filósofo e economista também faz referências ao amor em textos teóricos, às vezes de forma jocosa. Em A ideologia alemã, por exemplo, critica o filósofo Max Stirner, afirmando que a relação entre a filosofia que este produz e o estudo do mundo real é a mesma que existe entre a masturbação e o amor sexual. Em A sagrada família, escreve sobre Bruno Bauer e seus consortes: "Como podia a absoluta subjetividade, o actus purus, a critica 'pura' não ver no amor sua bête noire, o Satanás personificado; no amor, que é, verdadeiramente, o primeiro que ensina ao homem a crer no mundo objetivo fora dele, que não só objetiva ao homem, mas que também humaniza ao objeto? [...] O amor não pode construir-se a priori, porque o seu é um desenvolvimento real, que ocorre no mundo dos sentidos e entre indivíduos reais".
No escrito Sobre o suicídio, Marx aborda o ciúme da pessoa amada: “O ciumento necessita de um escravo; o ciumento pode amar, mas o amor é para ele apenas um sentimento extravagante; o ciumento é antes de tudo um proprietário privado”.
Quatro meses após a morte de Jenny, Marx escreveu a Engels: “Você sabe que há poucas pessoas mais avessas ao patético-demonstrativo do que eu; contudo, seria uma mentira não confessar que grande parte do meu pensamento está absorvida pela recordação de minha mulher, boa parte da melhor parte da minha vida”.
Karl morreu 16 meses após a esposa. Há biógrafos que dizem que a tristeza causada pela perda da companheira de quase 40 anos de vida conjugal e também da filha mais velha (igualmente chamada Jenny), o levou a ficar desgostoso com a vida, debilitando sua saúde e abreviando sua existência.
Helene cuidou de Karl até seus últimos dias, inventando novos pratos para abrir-lhe o apetite.Ele, porém, preferia alimentar-se com leite, rum e conhaque. Após a morte de Marx, em 14 de março de 1883, ela se mudou para a casa de Engels. Morreu em 1890, e no seu funeral Engels declarou que Marx se aconselhava com ela, “não apenas em questões partidárias difíceis e complexas, mas mesmo em relação aos seus escritos econômicos. Quanto a mim, o trabalho que tenho sido capaz de fazer desde a morte de Marx tem sido em grande parte devido à luz do sol e do apoio de sua presença na minha casa”. Helena foi enterrada no cemitério Highgate, Londres, no mesmo túmulo que Marx e sua esposa.
* Pompe é comunista revolucionario, jornalista e curioso do Mundo e da Vida, editor do "Vermelho/DF"
(Blogue do L. Aparecido)
Sartre e Simone
Sartre e Simone: Uma história de fidelidade sem compartilhar o banheiro
em Literatura por Amanda Maciel Antunes em 11 de jun de 2012 às 17:32
Um história de vida fascinante e enlouquecida. Mentes brilhantes explorando o jogo dos sexos, confrontando a mentalidade hipócrita dos mortais e a oposição entre masculino e feminino.
"Encontrar um marido é uma arte; Manter é um trabalho." Simone de Beauvoir
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Ambos foram umas das mentes mais brilhantes que já existiram. Com inúmeros livros e sabedorias que nos ensinam até hoje. Ela, sua companheira ao longo da vida, pioneira do feminismo. Ele, um mito filosófico, um verdadeiro gênio.
Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir foram, talvez, o casal mais influente do século 20. Eles nunca se casaram, mas juraram devoção mútua um ao outro com total liberdade, uma tentativa de derrubar a hipocrisia sufocante que, por tanto tempo, tinha ditado a vida das pessoas. Sempre empurrando novas fronteiras, eles exploraram os seus pensamentos em romances, peças de teatro e obras filosóficas. Ele ganhou o maior prêmio literário do mundo, o Prêmio Nobel. No entanto, ele se recusou a aceitá-lo porque pensou que faria dele uma figura estabelecida e, portanto, silenciar sua mente inquiridora.
Suas vidas privadas eram totalmente experimentais. Simone de Beauvoir teve casos com homens e mulheres, enquanto Sartre, apesar de sua estatura atrofiada e vesgo, sempre foi cercado por musas adoradores, felizes por cuidar de seu gênio. Quando morreu, em 1980, mais de cinquenta mil pessoas saíram às ruas de Paris. Mas isso não foi o fim da história. Sua influência continua até hoje, nos livros e sabedoria duradoura.
Por outro lado, de Beauvoir se tornou uma figura emblemática do feminismo e da luta pela igualdade entre os sexos. Ela pregava seu ideal de independência feminista e da igualdade, evitando tais 'burgueses' conceitos como casamento e filhos, e reivindicando que as mulheres devem se comportar exatamente como os homens, a verdade é que tal estilo de vida a deixou amargamente infeliz e ela tornou-se obsessivamente ciumenta de incontáveis ?conquistas de Sartre.
Não pensem que escrevo este artigo a favor do estilo de vida, um assunto a parte. Apenas observo uma história de vida fascinante e enlouquecida. Mentes brilhantes explorando o jogo dos sexos, confrontando a mentalidade hipócrita dos mortais e a oposição entre masculino e feminino.
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Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir se conheceram como estudantes em Paris em 1929. Simone havia decidido se formar professora do ensino médio, uma posição apenas para as mulheres. Ela foi uma das primeiras mulheres a fazer os exames na Universidade Sorbonne de Paris. Sartre, três anos mais velho e impulsionado por um ódio de seu padrasto, era um ladrão e um adolescente rebelde, até que ele percebeu que os seus resultados escolares brilhantes o tornaram um ímã para as mulheres. Na Sorbonne, Sartre gostava de chocar seus colegas. Em um baile, ele apareceu nu, em outras ocasiões, ele desfilou uma prostituta em um vestido vermelho. Mas quando conheceu a bela e jovem Simone estava em transe. Ela era tão inteligente quanto qualquer homem e, também desencantado com sua família burguesa, ela compartilhou o seu fascínio com o submundo de Paris. No último teste da universidade, em que ele passou em primeiro lugar, e ela em segundo lugar, Sartre propôs casamento. Simone se recusou, não por qualquer razão filosófica, mas porque ela estava dormindo com um de seus melhores amigos. E assim, em 1 de outubro de 1929, Sartre sugeriu seu pacto: eles teriam um amor permanente "essencial". Eles juraram fidelidade um ao outro, mas teriam casos, um relacionamento aberto.
Até que durante a Segunda Guerra Mundial, quando Sartre foi chamado e seus jogos de sexo continuaram através de cartas, deixada para trás em Paris, Simone continuou a seduzir homens e mulheres, escrevendo as descrições excitantes de suas atividades para Sartre, que revelam sua crueldade e a vulnerabilidade de suas conquistas. Quando ele finalmente voltou a Paris, ele a ignorou completamente e foi morar com sua mãe. Simone jogou-se no trabalho e, depois de uma visita pela América em 1947, escreveu seu livro mais importante, O Segundo Sexo.
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Os americanos não gostavam dela beber, zombavam de suas roupas e eles perceberam que ela não gostava das faces insípidas de mulheres americanas que faziam de tudo para agradar seus homens. Porém, a mulher americana que ela realmente não gostava era, naturalmente, a sua rival: Dolores Vanetti. E foi para se vingar de Dolores e Sartre que ela caiu na cama com o escritor Nelson Algren Chicago. Os dois tinham muito em comum. Algren era um boêmio, um rebelde, um esquerdista e bebia tanto quanto Simone. Quando Simone descobriu a união de Sartre e Dolores, atordoada pela sua rejeição, se deixou levar por Algren. Ela tinha 39 anos, sem um amante durante muitos meses, e agora, pela primeira vez em sua vida, ela se apaixonou. Algren lhe comprou um anel de prata barata que ela usaria pelo resto de sua vida. Mas ele não estava preparado para a fidelidade de Simone a Sartre. Embora ela professou em muitas cartas que ela o amava apaixonadamente, ela não deixaria Jean-Paul. Simone e Sartre continuaram a se comunicar por cartas, encontros, escapadas. Eles nunca se abandonaram. Mesmo ambos terem relações sólidas e passageiras, a amizade e a admiração pela mente os uniam.
"Eu sou muito gulosa", escreveu ela. "Eu quero tudo da vida, eu quero ser uma mulher e ser homem.”
Após sua morte, Sartre foi deixado sozinho com Simone no hospital, e ela se se deitou sob o lençol para passar uma última noite com ele. Foi então que ela escreveu o seu epitáfio para o túmulo niilista que acabaria por partilhar, desolada - "Sua morte nos separa, minha morte não nos reunirá".
Finalmente, ela seguiu seu próprio caminho, mas em seu coração, sabia que seguia sozinha apenas por ter vivido além dele.
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amandaantunes
Artigo da autoria de Amanda Maciel Antunes.
Uma estrangeira em terra de estrangeiros. Contadora de histórias. Artista. Figurinista. E cheia de vida. De esperança. De um monte de bobagens também..
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
A menina q calou o mundo...
20 anos depois, a “menina que calou o mundo” volta ao Brasil
por Redação do CicloVivo
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Severn Cullis-Suzuki.
Há duas décadas, uma garotinha canadense de 12 anos discursava perante autoridades mundiais, cobrando mudanças nas atitudes e maior cuidado com as causas ambientais. Essa era Severn Cullis-Suzuki, mais conhecida como “a garota que calou o mundo por cinco minutos”.
A participação de Severn na Eco 92 é lembrada até hoje e representa a preocupação das novas gerações com o futuro de todos. Neste ano, a canadense volta ao Brasil para participar da Rio+20 e dar continuidade ao trabalho que vem desenvolvendo na área ambiental desde que ainda era uma criança.
O jornal Folha de S.Paulo conseguiu uma entrevista exclusiva com Severn, que hoje é mãe de dois filhos, apresentadora de um programa canadense e educadora ambiental. Durante a conversa ela explicou que a oportunidade para discursar na Eco 92 surgiu após um esforço feito por ela e um grupo de amigas que formavam a ECO (Environmental Children’s Organization). Juntas as garotas conseguiram arrecadar fundos com a comunidade onde moravam, no Canadá, para que fosse possível viajar ao Rio e participar do Fórum Global, em que elas foram inscritas como ONG e aproveitaram a oportunidade para falar sobre meio ambiente com muitas pessoas.
Esta iniciativa fez com que a Unicef se interessasse pelo trabalho e oferecesse uma oportunidade para que uma delas representasse a ECO em um discurso para as autoridades. Severn foi escolhida e as suas palavras marcaram profundamente as pessoas presentes e ainda hoje emocionam quem a vê no vídeo disponível na internet.
Após 20 anos desde a preleção da canadense, muitas coisas mudaram. Segundo ela, na década de 1990, as questões ambientais foram deixadas de lado. Nos últimos anos, devido às crises econômicas e à mudança climática, o assunto voltou a ganhar espaço e a ser discutido. Além disso, ela acredita que a facilidade com que as informações são compartilhadas pela internet pode “inspirar a verdadeira mudança no Século 21”.
No entanto, os sistemas econômicos mundiais ainda não refletem este anseio por mudança. Severn ressalta o fato de que as economias são mensuradas a partir do índice do Produto Interno Bruto (PIB) e isto “pouco se reflete na qualidade de vida”.
Para a ativista, a chave para mudar este cenário é a mobilização. A mudança parte de uma transformação na sociedade e na política. As pessoas podem trabalhar individualmente para reduzir seus impactos na natureza e ainda podem se tornar mais ativas política e socialmente, cobrando ações, sabendo exercer os direitos e compartilhando conhecimento e informação, para que possam ser ouvidas.
A entrevista é finalizada com Severn falando sobre a esperança para o futuro. “Acredito que só o amor por nossos filhos possa virar a maré. A questão do ambiente é o futuro deles. Temos de fazer a conexão entre nossa vida hoje as suas vidas no futuro. Se nós, politicamente, fizermos a conexão, mudaremos tudo. Eu tenho que acreditar nisso”, concluiu.
Relembre aqui o discurso de Severn Suzuki
* Com informações da Folha de S.Paulo.
** Publicado originalmente no site CicloVivo e retirado do site Mercado Ético.
(Mercado Ético)
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